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Pequeno produtor precisa se organizar para conquistar mercado externo, diz especialista


A inserção do agronegócio brasileiro no mercado mundial é um caminho sem volta, mas muitos produtores, principalmente os da agricultura familiar, ainda estão fora dessa realidade. Segundo o diretor da Associação Brasileira  de Agribusiness, Luiz Antonio Pinazza, mesmo com todos os problemas conjunturais, de câmbio, logística e barreiras comerciais, o setor não pára de crescer. “Em 2000, o agronegócio exportou US$ 20 bilhões. Para este ano,  a previsão é de que os negócios saltem para US$ 70 bilhões”, comentou Pinazza, para dimensionar o potencial de crescimento que o setor pode ter nos próximos anos.
“Mas para  aproveitar esse potencial, será preciso pequenos e médios agricultores se organizem para ter acesso a esse mercado”, cometou Pinazza, que proferiu a palestra “Inserção da produção agrícola nas Cadeias Produtivas Agroindustriais”, dentro da programação do 4º Congresso Brasileiro de Assistência Técnica e Extensão Rural (ConbATER), que acontece em Londrina, na Sociedade Rural do Paraná.
Pinazza observa que o mercado internacional está impondo diversas barreiras e exigências que dificultam o acesso de pequenos produtores a esses mercados. “O Brasil assinou, em 1995, acordos comerciais que impõe uma série de barreiras que os pequenos produtores não têm condições, se estiverem isolados, de atender”, comenta.
 Ele observa que além dessas exigências acordadas com o governo brasileiro, o mercado também impõe barreiras baseadas nas questões ambientais, sociais e econômicas, que são aplicadas a todos os produtores, independentemente do tamanho. “Sem falar que agora para fazer parte desse jogo, os produtores precisam que seu produtos tenham selos, certificados, ISO, obedecer a padrões rigorosos de qualidade”, comenta.
Por isso, alerta o diretor da ABAG, os pequenos produtores devem buscar formas de trabalhar em conjunto, como o associativismo, cooperativismo ou parcerias. “Quando falamos em agribusiness, aquela noção de propriedade isolada não tem mais espaço”, afirma. Pinazza salienta que aí entra o papel do profissional de ATER. “Ele é o vetor desse processo de inclusão, ao levar as informações e boas práticas que o mercado exige”, diz.


Comitê Divulgação - Comunicação do 4º ConbATER
Jornalista Guto Rocha (MTb 3872/PR)
Fone (43)  3338-6145 e 9101-4440

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