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Congresso mostra iniciativas da assistência técnica e extensão rural no país


O 4º Congresso Brasileiro de Assistência Técnica e Extensão Rural terminou hoje (15/05), em Londrina, PR. O Congresso, que pela primeira vez aconteceu fora do eixo Piracicaba-Campinas, reafirmou sua abrangência nacional, atraindo aproximadamente 500 participantes de 20 estados, dentre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina, Goiás, Amazonas e Ceará.

O evento trouxe para o debate nacional temas como a sustentabilidade rural, agricultura familiar, cooperativismo, cadeias produtivas, inclusão da pequena propriedade no cenário agroindustrial. Tudo para retratar o real estado da Assistência e Extensão Rural e discutir os novos rumos das ações de ATER para atender as demandas do cenário nacional. Foram apresentados 117 trabalhos, 5 painéis, com 16 painelistas e 6 moderadores.

Na avaliação do presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná e um dos coordenadores do 4º ConbATER, Dionísio Gazziero, o evento atingiu seus objetivos ao colocar em debate questões relevantes para todo o agronegócio, desde o pequeno produtor até as grandes corporações. “A riqueza do evento foi esta sua pluralidade de assuntos de relevância, tratando desde questões como a agroecologia ao agronegócio”, afirmou.

Ele observou que o tema escolhido para o congresso, a reconversão da agricultura, é bastante forte e difícil de se debater e de se chegar a um consenso. “Mas é muito importante para levar os participantes à reflexão sobre qual é o novo modelo de agropecuária que devemos praticar”, disse.

“O 4º ConbATER desempenhou com êxito sua proposta de integrar os profissionais de ATER do país, levar informação e delimitar novas estratégia a partir da análise da situação do setor rural brasileiro”. Ressaltou Florindo Dalberto, também coordenador do congresso e presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina (AEA).

Para o presidente do EMATER/PR, Arnaldo Bandeira, o 4º ConbATER cumpriu o objetivo de ser o espaço privilegiado para colocar em discussão os desafios da nova ATER. “Estamos mudando o paradigma de desenvolvimento rural, que ultrapassam os conceitos de aumento de produtividade e de transferência de tecnologia. O novo profissional de assistência técnica e extensão rural precisa entender que sua missão agora passa pelas dimensões sócio-econômicas e ambiental”, analisou.

Comitê Divulgação – Comunicação.
Jornalista Danielle Castro Garcia
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