Especialistas debatem novas exigências na formação do profissional de ATER
O modelo de agropecuária que surge dentro da perspectiva de produção sustentável exige dos profissionais de assistência técnica e extensão rural um novo perfil. A questão foi abordada no painel “Formação e Capacitação Continuada dos Profissionais de ATER”, dentro da programação do 4º Congresso Brasileiro de Assistência Técnica e Extensão Rural (ConbATER).
A painelista, Rúbia Nara Rinaldi, professora da Unioeste, em Toledo (PR), afirmou que identificou, em sua tese de doutorado, que a formação dos profissionais que atuam nas cadeias produtivas do agronegócio não tem atendido à demanda do mercado. “Percebemos que conhecimento está sendo repassado, mas isso não é suficiente para as necessidades dos envolvidos na cadeia produtiva. É necessário experiência e competências diversas”, diz.
Segundo Rúbia, as organizações envolvidas no agronegócio, desde a produção de insumos; agropecuaristas até o consumidor final, esperam um profissional que “resolva problema, seja pró-ativo”. “Os cursos superiores ainda medem conhecimentos, aplicam provas, mas não desenvolvem qualidade e competências nos profissionais”, diz.
Quanto ao profissional de ATER, especificamente, a pesquisadora afirma que este também deve ter as mesmas habilidades e competências exigidas de qualquer outro profissional de outro segmento da cadeia produtiva. Ela destacou entre as habilidades exigidas pelo mercado, a visão sistêmica da área de atuação, flexibilidade, trabalho em grupo, saber lidar com estresse e domínio da comunicação, oral e escrita. “O extensionista trabalha com públicos diferenciados o que exige do profissional diferentes abordagens de um mesmo tema”, explificou
O professor Eros Marion Mussoi, da Universidade Federal de Santa Catarina, disse em sua palestra que o profissional de ATER, dentro do novo modelo de agropecuária que se busca, deve ter foco no combate a pobreza rural, na segurança e soberania alimentar, sustentabilidade do sistema e agregação de valores. “O profissional de ATER tem que ter uma visão transversal da sua área de atuação, sempre respeitando as diferenças de gênero, geração, raça e etnias”, observou.
Mussoi ressaltou ainda, em sua palestra, que é necessária a criação de redes temáticas que ajudem os profissionais de ATER a trocarem informações e experiências do que se está praticando em diversas regiões do país.
Comitê Divulgação - Comunicação do 4º ConbATER
Jornalista Guto Rocha (MTb 3872/PR)
Fone (43) 3338-6145 e 9101-4440
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